junge erfolgreiche Geschftsfrau

A força misteriosa chamada Auto Estima

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Por Lenilson Ferreira

A ideia de autoestima é uma das mais poderosas para a mente. Ele nos remete à forma como vemos nós mesmos, como nos sentimos em relação às nossas potencialidades e aos nossos limites. Ela é responsável, em grande parte, pela forma como vemos o mundo e tem influência direta em nossa capacidade de nos mantermos motivados para enfrentar as dificuldades que a vida nos oferece.

Aquilo que falamos às crianças tem consequências diretas sobre o tipo de adultos que elas se tornarão mais tarde. Vejo em meu consultório todos os dias o impacto daquilo que as pessoas ouviram de seus pais e de outras pessoas enquanto cresciam. Estas mensagens tendem a ser integradas ao conjunto de valores dessas pessoas e influenciam diretamente todas as suas ações ao longo da vida.

Márcia, uma mulher que está separada do marido há 15 anos e que limitou sua vida a apenas cuidar de sua filha que hoje é uma adolescente, é um belo exemplo do significado da autoestima. Da baixa autoestima. Mesmo após a separação, ela continuou a se comportar como se ainda estivesse casada. Recusou-se a abrir-se para a nova vida que estava surgindo. Todas as suas ações passaram a girar em torno da filha. Afinal, como ouvira a vida toda, “a família tem de vir antes de tudo”. Palavras de sua falecida mãe que ainda pareciam ecoar em seus ouvidos. Ela não se preocupou em ter projetos só dela. O ballet, a escola, a academia de ginástica, o curso de inglês, médicos de várias especialidades, dentistas, viagens, o salão de beleza. Tudo isto vinha em primeiro lugar para a filha. Com o tempo, ela foi se acostumando a pensar mais na filha do que nela mesma. Sua autoestima, consequente, foi se corroendo aos poucos.

A pergunta que Márcia mais me faz em nossa terapia é “Você acha que eu sou capaz?”. Há muito tempo ela parou de acreditar em sua mesma. Sua autoconfiança foi a primeira vítima do enfraquecimento de sua autoestima. Ela se tornou uma sombra da mulher que foi um dia. Engordou, raramente cuida de seus cabelos, parou de comprar roupas para ela mesma e preocupa-se com a filha o tempo todo. “O que será que ela está fazendo agora?”, ela se pergunta frequentemente durante nossas sessões.

O primeiro progresso da terapia foi levar esta mulher a perceber que ela havia se tornado uma espécie de figura parasitária da filha. Havia aberto mão de sua vida própria para tornar-se tão somente uma cuidadora da filha. Uma cuidadora em tempo integral. Em sua mente também ecoa permanentemente uma frase que ouviu de sua mãe durante toda a sua infância e adolescência. “Mamãe sempre vai estar ao seu lado, minha filha!”. Como sua mãe, Márcia se habituou ao excesso. Afinal, sempre é sempre! Cada minuto que dedicasse a si mesma era interpretado como tendo sido roubado da filha…

Márcia finalmente arrumou um namorado depois de anos e anos sem beijar na boca. A primeira relação sexual depois de tanto tempo foi tensa, mas lhe deu muito prazer. Aos poucos, ela começa a descobrir que a vida sempre arruma um jeito de seguir em frente. A autoestima de Márcia está renascendo como renascem as margaridas brancas nas montanhas depois das fortes chuvas de verão…

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