Newborn baby feet on father  hands, close-up

Depressão: um grande perigo no período pós-parto

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Supõe-se que uma das experiências de maior alegria que se pode ter é a chegada de um filho. Mas no entanto, o nascimento pode deixar a mãe exausta, ansiosa, e por vezes com a chamada ”depressão pós-parto”.

O fantasma da depressão pós-parto assombrou gerações de mulheres no período em que a doença não era conhecida, mas a boa notícia é que, atualmente, temos os meios necessários de enfrentá-la e de proporcionar à mãe e a toda a família o suporte terapêutico e medicamentoso que evitará complicações do quadro.

É importante observar atentamente as reações emocionais da mãe logo após o nascimento do bebê e durante o seu primeiro ano de vida. Sentimentos de tristeza ou de desespero, a perda de interesse e de prazer por atividades que antes eram prazerosas e a vontade de fazer mal ou de até abandonar o bebê são indícios de que a mãe pode estar sofrendo de depressão pós-parto.

Uma mãe que tenha esta modalidade de depressão tende a perder ou ganhar peso significativamente, a comer muito mais ou muito menos do que o habitual, sentir constante cansaço e perda de energia, sentir-se incapaz de cuidar eficientemente de seu bebê, ter dificuldade de se concentrar ou de tomar decisões e sentir ansiedade ou excesso de preocupações. A culpa que costuma advir destes sentimentos piora ainda mais o quadro emocional desta mãe.

A depressão pós-parto é causada por vários fatores, dentre os quais estão fatores genéticos, emocionais e o estilo de vida da mãe.
A queda acentuada de hormônios também colabora para a abertura do quadro patológico.

Durante muito tempo, pensou-se que esta doença afetasse apenas as mulheres, mas sabemos hoje que os homens também estão entre suas vítimas. As razões são exclusivamente de ordem emocional. Excessiva preocupação quanto ao bem-estar de seu filho, dúvidas quanto a sua capacidade de prover os meios para sua subsistência e a ansiedade que advém de todas estas responsabilidades podem levar o homem a desenvolver a depressão pós-parto, embora as mulheres sejam as principais vítimas.

A primeira arma que devemos utilizar para enfrentar esta doença que aflige milhões de mães nos Estados Unidos é a informação. A falta de informação ou de informação correta costuma abrir as portas para o surgimento de preconceitos que contribuirão para piorar a saúde física e emocional tanto da mãe quanto do pai.

A orientação e o acompanhamento de um psicanalista e de um médico são fundamentais para enfrentarmos a doença e proporcionarmos melhor qualidade de vida para a mãe e para o pai. A maternidade pode e deve ser um período de mais alegrias do que dores. Para que isto aconteça, é preciso atentarmos para a saúde emocional de toda a família.

Envie suas dúvidas, críticas e comentários para o e-mail professorlenilsonferreira@gmail e elas serão respondidas nas próximas edições da revista preservando-se sua identidade.

Boa Saúde Emocional a Todos!

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