Little boy playing video games

Jogos eletrônicos estimulam a violência?

Little boy playing video games

Por Lenilson Ferreira

O título deste artigo descreve uma pergunta que pais de crianças e de adolescentes me fazem com frequência no consultório. Costumo responder que o aspecto quantitativo é determinante para que uma determinada prática estimule a violência.

Chamamos de screenagers ou de geração @ os jovens que nasceram em uma era já fortemente influenciada pelos computadores e que cresceram frente a uma tela de computador e com um mouse na mão. Esta geração não sabe o que significa a expressão curso de digitação e muito menos o pré-histórico curso de datilografia. Esta geração desenvolveu a habilidade de digitar com a mesma naturalidade com que desenvolveu a habilidade de andar. Já vemos surgir hoje no mundo escolas que alfabetizam crianças através do uso de tablets e que, na prática, decretaram o fim da chamada letra cursiva.

Sabemos que a espécie humana e essencialmente agressiva. Ela é dominante sobre as outras espécies nos espaços que ocupa no globo terrestre. A agressividade nos é natural. Faz parte de nossa natureza. Observem os bebês como interagem entre sim e entenderão bem o que digo…

Um jovem que passa um grande número de horas por dias na frente de uma tela de computador, incluindo-se, naturalmente, os telefones celulares, corre o risco de desenvolver psicopatologias como a depressão e o transtorno de ansiedade. Estas patologias, por sua vez, podem levar ao desenvolvimento de um padrão de agressividade mais aguda.

Muitos estudos têm estabelecido uma relação direta entre jogos eletrônicos e a expansão de comportamentos agressivos. Isto se dá principalmente por causa do isolamento social a que os jovens são levados quando passam muitas horas na frente de máquinas eletrônicas. A espécie humana é uma espécie social. É o outro que nos dá o sentido do que significa ser humano. Máquinas podem nos desumanizar se forem utilizadas em excesso.

Definir qual é o tempo ideal para se utilizar equipamentos eletrônicos durante as 24 horas do dia passa por saber o que interfere em nossas ações ou não. O saudável é o normal. O normal é aquilo que não atrapalha nossa vida. Ficar mais tempo na frente de uma tela do que na escola, sem relacionamento regular com pessoas de sua idade e sem atividades fora de casa não caracteriza um bom padrão de saúde emocional. Uma forma eficaz de combater este padrão que leva a doenças é estimular o jovem a buscar novas fontes de interesse e de prazer.

Enviem suas dúvidas, críticas e sugestões para professorlenilsonferreira@gmail.com e elas serão respondidas, preservando-se sua identidade, caso prefira.

Boa Saúde Emocional a Todos!

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