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Existe uma Síndrome dos Novos Pais?

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Existe uma espécie de unanimidade entre especialistas em educação e em comportamento humano no entendimento de que nunca na história da humanidade foi tão difícil educar os jovens. Por extensão, isto também significa que nunca foi tão difícil ser pai e ser mãe.

O estressante ritmo de nossas vidas, determinado principalmente pelas imensas exigências que nos cercam por todos os lados, consome a maior parte do nosso tempo. Dentro desta realidade, como, por exemplo, conseguir tempo para desempenhar satisfatoriamente os papeis materno e paterno e, ao mesmo tempo, preservar a qualidade do relacionamento com seu cônjuge? Este é um dilema que cada vez mais chega ao meu consultório dentro da demanda principalmente de mulheres angustiadas.

Um interessante estudo desenvolvido por pesquisadores britânicos sobre o impacto da chegada de um bebê sobre a vida de um casal nos traz preocupante resultados quanto ao tempo. O homem e a mulher passam a não ter mais tempo um para o outro. Adeus programas noturnos e viagens a dois!

O leitor de nossa coluna chamado Paulo (nome fictício) relatou em um email que, seis meses após o nascimento de seu primeiro filho, percebeu que quase não dava mais atenção à sua esposa. “Eu chegava do trabalho e ia direto brincar com o bebê. Quando saía de manhã, dava um beijo nele e nem lembrava de beijar minha esposa”. Após a orientação que lhe enviamos, Paulo passou a prestar mais atenção ao seu comportamento e, consequentemente, o relacionamento do papai e da mamãe começou a melhorar. Mais um casamento salvo?

O que aconteceu com o leitor acontece com enorme frequência entre homens que têm o primeiro filho. A diminuição ou a perda do interesse sexual pela esposa durante a gravidez e logo após o nascimento do bebê é algo que deve ser conversado abertamente. Caso contrário, haverá sérias turbulências que podem até mesmo levar à separação.

As mulheres, por sua vez, com crescente frequência enfrentam a temida depressão pós parto. Esta doença psíquica leva a mulher a querer se isolar do bebê, temendo inclusive trata-lo. Foi o que aconteceu com a Princesa Diana. O enfrentamento à doença precisa incluir uma psicoterapia conduzida, por exemplo, por um psicanalista e medicamentos prescritos por um médico psiquiatra.

Recomendamos estar atento às oscilações de desejos e de comportamentos tanto do homem quanto da mulher durante a gravidez e, principalmente, após a chegada do bebê. Busque o auxílio e a orientação de um profissional da área da Saúde Mental, caso perceba mudanças significativas.

Enviem suas dúvidas, críticas e sugestões para o email professorlenilsonferreira@gmail.com e elas serão respondidas nas próximas edições de nossa coluna, preservando-se sua identidade.

Feliz 2016 a todos os nossos leitores! Esperamos contribuir durante todo o próximo ano com a Saúde Mental de todos vocês.

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