Luan Schmitz (1)

Luan Schmitz: De Rondônia para o mundo!

Luan Schmitz é produtor, brasileiro e sabe mesmo o que está fazendo. Em um bate-papo exclusivo, ele conta tudo sobre a carreira, sonhos e desafios.

Ele saiu de Rondônia e veio para Califórnia atrás de um sonho. Luan Schmitz tem apenas 23 anos e já criou sua própria produtora, Schmtz Productions, e mostra que não está para brincadeira. Além de atuar nos curtas que estão em seu canal no Youtube, o ator também assina os roteiros como produtor. É muito carisma e muita vontade de alcançar os objetivos que fazem parte da sua receita para o sucesso. Confira no bate-papo tudo sobre ele:

– Como os Estados Unidos entraram na sua vida?

Os EUA entraram na minha vida por causa da minha mãe. Minha mãe mudou-se para País em 2007, quando eu tinha apenas 12 anos. Naquela época, eu nem sabia onde ficava, ou o que era esse EUA. Eu só sabia que minha mãe estava indo embora pra outro país, mas eu não tinha muita noção de geografia ainda. Quando fiz meus 18 anos (em 2013) decidi que não queria mais ficar em Rondônia. Meu plano era vir para os Estados Unidos, mas não tinha como, pois pra conseguir o visto seria impossível. Então, decidi ir morar no Rio de Janeiro. Me mudei para o Rio, fiz alguns cursos de teatro, algumas aparições na Globo, mas nada grande. Em outubro de 2015, uma amiga me ajudou a conseguir o visto e viajei pra cá no mesmo mês. Pude rever minha mãe depois de nove anos e estou aqui agora.

2- Quando e por que você decidiu começar no mundo digital?

Então, eu tenho essa vontade de trabalhar em novelas desde que eu tinha uns cinco ou seis anos de idade. Lá em casa a gente sempre almoçava assistindo o Vídeo Show e eu amava ver o quadro “Falha Nossa”. Eu amava ver os bastidores das gravações de novelas. Foi assim que entrou na minha cabeça a ideia de que eu queria trabalhar como ator na televisão. Não foi uma coisa que eu decidi, simplesmente a vontade aconteceu. Então, desde quando comecei a ir pra escola, toda peça de teatro, apresentação na sala de aula, tudo que envolvia arte e atuação eu estava no meio. Agradeço muito meus professores por sempre terem nos incentivado a fazer essas pequenas peças. Eles foram muito importantes para que eu pudesse concretizar o que eu realmente queria fazer da minha vida. E desde então não parei de fazer trabalhos na área e agora estou com um projeto de uma produtora independente que estou começando “Schmitz Productions” no YouTube, vou fazer series e filmes independentes com assuntos importantes para fazer a sociedade refletir. AT 17 I DIED (AOS 17 EU MORRI) é o primeiro de muitos que ainda estão por vir.

3- Fale um pouco sobre AT 17 I DIED.

Eu comecei a escrever AT 17 I DIED assim que cheguei aos EUA. A ideia era falar sobre o mal que o cigarro causa na saúde da pessoa. A princípio seria apenas um curta-metragem de 3 minutos com a minha participação e da minha mãe, mas depois uma amiga começou a me dar ideias e começamos a criar mais personagens. Alex é um garoto brasileiro que foi adotado por um casal americano ainda criança, ele nasceu portador do vírus HIV. Quando ele tinha mais ou menos uns seis anos de idade questionou aos seus pais porque ele era diferente, pois ele é branco e os pais e irmãos são negros. Os pais contaram que ele foi adotado e que ele tinha uns problemas nos ossos (não quiseram contar pra criança que ela era portadora do vírus HIV) e ficou por isso. Quando Alex tinha 15 anos seu pai (adotivo) morreu em um acidente de carro e sua mãe passou a se culpar por isso. Ellen, mãe de Alex entra em depressão e Alex começa a não entender muito isso. Certo dia ele cai na tentação de usar drogas em uma festa e transa com a garota que ele gosta. No outro dia ele descobre que tem o vírus HIV. Tem toda uma briga com a mãe dele por ela não ter contado antes e tal, mas agora ele não sabe se ele passou o vírus pra garota ou não. Você vai ter que assistir pra saber o final (risos). Mas a história tem todo um drama familiar e aborda o tema das drogas, as consequências dos atos feitos sem serem planejados.

4- Como é montar uma série abordando tantos temas polêmicos e sem recursos financeiros?

Bom, além dessa história eu tenho mais quatro outros roteiros em andamento. Fazer essa websérie me deu muito trabalho e dor de cabeça. Eu sempre escrevo algo para passa alguma mensagem para o público. Você nunca irá ver uma produção minha sem uma mensagem para o público refletir sobre coisas da vida. Toda a AT 17 I DIED foi feita com dinheiro do meu bolso. Eu devo ter gasto, incluindo transporte de atores, acessórios, equipamentos, comida, etc., em torno de uns $900,00. Ainda bem que os atores foram free. Eu fiz uma publicação em um site de casting em Los Angeles e disse que não haveria pagamento. Muitos atores me mandaram e-mail, mas muitos cancelaram em cima da hora, ou não tinham tempo. Sempre tinha algum problema, mas deu certo. Consegui reunir um elenco e fizemos. Durou dois meses e meio do início até o fim da produção. Vou te falar, ser produtor não é fácil (risos). Mas apesar de todo o trabalho e de não ter dado 100% do resultado que eu esperava, não tenho do que reclamar. Eu gostei do produto final.

5- Um sonho ainda não realizado.

Bom, eu tenho muitos sonhos ainda não realizados, mas para quem veio lá do meio do mato em Rondônia e hoje mora independente, aos 23 anos, na Califórnia, eu diria que minha vida não está perfeita, mas no começo de estar. Meu sonho maior, desde quando eu era criança é poder um dia trabalhar com o que amo, que é atuar, que seja no cinema, na TV ou no teatro e poder me sustentar com isso. Outro, que muitos podem achar que seja uma coisa impossível, é receber um Óscar de melhor ator, e isso vai acontecer antes dos meus 30 anos, com certeza.

A parte:

Muitas pessoas falam que essa coisa de querer um trabalho em Hollywood é apenas um sonho e que é impossível. Eu, hoje, depois de tanta coisa que já vi e vivi, estou mais forte que nunca. Eu acho que cada um é capaz de conseguir aquilo que deseja. É só ter foco e trabalhar duro que uma hora você chega lá. Como eu disse para alguns amigos americanos aqui, eu vim lá da roça, do meio do mato, literalmente e I didn’t come to LA to play. Eu vim pra trabalhar duro e conquistar meus objetivos. Como minha avó sempre me disse: “Tem que pensar positivo e não negativo”. Tudo é possível.

Algumas rapidinhas:
-Ídolo: Mãe, Pai e Avó. Esses três, da forma deles, me deram a minha liberdade cedo.

-Lugar favorito: Topo de qualquer montanha.

-Banda de música: Imagine Dragons

-Brasil: Uma maravilha, mas só para passeio.

-Deus: A energia que existe dentro de mim e me move.

-Amor: Só me dou mal, por isso nem mexo com ele (risos).

-Superimportante: Honestidade, Sabedoria e insistência. Não tenho nada de favorito, tudo pra mim tem duas ou mais opções de escolha.

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