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Decisões, Como você lida com elas?

Todos temos nossas limitações, todos temos nossos medos particulares e temos, também, nossas inseguranças. Dificilmente se toma uma decisão na vida com a certeza absoluta de que aquilo vai dar certo mesmo. Na maioria das vezes tomamos decisões, mas temos medo daquilo sair errado. Temos medo porque não queremos as conseqüências que aquela decisão nos trará, caso não seja a decisão acertada. O que é perfeitamente natural e compreensível, afinal, ter medo faz parte da vida e ele nos protege dos perigos. Mas por outro lado, o medo, as vezes, nos aprisiona e paralisa a ponto de vermos a vida passar como se fôssemos meros espectadores dela.

Quantas pessoas estagnaram suas vidas por medo de aceitar certas propostas. Quantos adultos frustrados porque tiveram medo de dizer ao pai ou à mãe que queriam exercer uma profissão diferente da que eles queriam. Quantos casais se divorciaram porque um dos dois teve medo de romper aquele relacionamento antes do “sim”. Quantas pessoas infelizes em seus trabalhos porque tiveram medo de buscar outro. Quantos nãos que poderiam ter sido sim, e quantos sins que poderiam ter sido não. Quanto se perdeu e quanto se deixou de ganhar por medo de tomar decisões?!

O certo é que, mesmo que muitas pessoas achem que não tomaram certas decisões na vida, o simples fato de não decidir já é uma decisão. Ou seja, ninguém pode se isentar de decidir sobre o rumo de sua própria vida. Muitas pessoas acabam atribuindo aos outros a culpa de várias coisas, principalmente das que não deram certo em suas vidas. Mas a verdade é que lá no íntimo todos sabemos que as vezes é mais fácil deixar alguém tomar o controle para não ter que lidar com as conseqüências das decisões erradas e poder apontar para alguém e dizer: “a culpa é sua!”

Mas a vida passa e um dia todas aquelas situações que não decidimos ressurgem como fantasmas e começam a nos atormentar. Sinal de que ter alguém para culpar não funcionou. E aí é hora de encarar todo o medo de frente e admitir que devia ter tomado certas decisões lá atrás. Mas… como o que passou não volta para ser concertado, é preciso aprender.

  • Aprender que quando deixo alguém decidir por mim, tomei minha decisão, e o que vier daí é responsabilidade minha também.
  • Aprender que não dá para ter certeza de certas coisas e que mesmo assim é preciso tomar uma decisão.
  • Aprender que não decidir é tão arriscado quanto decidir.
  • Aprender que não se toma decisões pensando única e exclusivamente nos outros.
  • Aprender que as decisões precisam ser tomadas com calma e avaliando o maior número de variáveis possíveis tanto para o lado positivo quanto para o negativo.
  • Aprender que nossos pais tomaram as decisões deles para a vida deles, e cabe a nós tomarmos as nossas próprias decisões para nossa própria vida.
  • Aprender que nós, enquanto pais, não podemos tomar decisões para a vida de nossos filhos adultos (podemos e devemos decidir por eles enquanto são incapazes de responder por si mesmos, depois é com eles).

E por fim, é preciso aprender que mesmo que algumas de minhas decisões tenham sido erradas, eu as tomei tentando acertar, porque se soubesse que iria dar errado, certamente a decisão teria sido bem… bem diferente.

Cacau Morais
Psicóloga Clínica
psi.cacaumorais@gmail.com

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