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Celma Ferreira Brett: Vida . Precioso presente

“Eu e Deus, a vida é um precioso presente” é o primeiro livro publicado da escritora Celma Ferreira Brett, uma brasileira apaixonada pela vida e com a alma repleta de amor divino para dividir com o próximo.

Natural de Sergipe, ela foi morar na Bahia onde passou sua infância e parte da adolescência. Chegou aos EUA há aproximadamente 18 anos e morou na Pennsylvania e New Jersey, atualmente reside na cidade de Cinnaminson-NJ. Versátil e sempre ativa, Celma faz de tudo um pouco. É massagista terapeuta por formação, também se formou em medicina natural no Brasil. Aqui tem seu próprio “schedule” de casas , mas também ajuda no restaurante do marido, o Alfredos Brazilian Steakhouse, lá coloca em prática seus habilidades culinárias e faz delícias como brigadeiros, arroz doce, canjica, pudim e mousses.

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Celma tem uma rotina bem agitada, mas a primeira coisa que faz ao acordar é agradecer a Deus por mais um dia de vida, e vai à luta na limpeza das casas, no restaurante, frequenta academia, adora ler revistas de moda, além de executar uma série de responsabilidades diárias, porém reserva sempre uma parte da noite para poder se dedicar à escrita.

Mãe de dois filhos, casada e possui uma família presente e unida, acredita no poder transformador do amor ao próximo e ao falar sobre a educação dos filhos comenta que antigamente se fazia mais pulso firme, com as Leis atuais os pais acabam não corrigindo os filhos como deveriam. “Acho que se eu pudesse mudar algo nas Leis, gostaria de mudar as em que os pais não podem dar umas palmadas de vez em quando, hoje cada filho precisa ser corrigido, mais infelizmente hoje os pais passaram a ter medo dos filhos. Atualmente a falta de respeito entre pais e filhos é demais, fui a mãe e pai dos meus filhos, e batia quando precisava, eles não morreram e hoje são homens decentes, honestos e com virtudes de homem. Acredito que corrigir também é amar, mas claro, tudo de forma moderada, não podemos confundir, pois há pais que abusam e maltratam demais, acho que uma ‘correçãozinha’ na medida certa ajuda a impor limites”.

Seus filhos são seus orgulhos, recentemente realizaram o sonho de abrir uma lanchonete chamada “Café da Rota”, em Delran-NJ, prova de que a educação regrada fez de seus filhos homens de valor, trabalhadores que sonham e conquistam.

Celma tem como sonho que suas palavras cheguem até aqueles que necessitam ser tocados pelo amor divino e para isso vai continuar sua tarefa como escritora e já está em andamento com seu segundo livro “Eu e Deus, Intimidade”, com previsão para ser editado em inglês por uma editora de New York. Conheça mais sobre Celma em nossa entrevista a seguir.

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Alô Você Magazine: Quando você percebeu seu dom em transformar sentimentos em palavras que pudessem inspirar as pessoas?
Celma Ferreira Brett:
Quando era adolescente gostava de escrever, cheguei a escrever um livro de poemas que aos 25 anos queimei, depois me arrependi. Gostava muito dos livros de poemas, como os de Castro Alves, “Navio negreiro” e “Espuma flutuantes”, já de Jorge Amado tive a coleção completa de seus livros.

A.V.M: Você comentou que escrevia mensagens no Facebook que pudesse retratar uma situação, sentimento ou acontecimento, como foi a primeira experiência?
C.F.B.: Achei que precisava fazer algo diferente, que as pessoas precisavam ler algo que fosse bom, então como amo tirar fotos de flores, postava uma flor e escrevia, falando sobre a beleza da vida e a perfeição de Deus em tudo. Muitos colocavam alguns likes, outros nem olhavam, mas como em tudo há aqueles que fazem a diferença, e falam com o coração, nos incentivando a não desistir de escrever e de falar palavras que vão edificar.

A.V.M: Essas mensagens se transformaram no seu primeiro livro que fala do amor de Deus e a confiança no poder divino. Conte como surgiu a inspiração para escrever o livro.
C.F.B.: Em parte sim, tenho em minha vida alguém muito especial, meu filho, irmão, primo, de tudo um pouco em minha vida. Pastor Elias Gonçalves, ele sempre lia tudo que eu escrevia e comentava, falando: “Celma o que você escreve é muito lindo, dá para fazer um livro”; eu sempre ria e respondia: “Não é para tanto”. Quando fui ao Brasil, em 2013, em um conversa ele me incentivou a escrever dizendo: “Escreva e vá me enviando os textos, eu vou ler e te falo, deixe por minha conta que cuido de enviar para a editora”. E assim foi o início de tudo. Não foi da noite para o dia, houve momentos que pensei em desistir, não é fácil, os que estão do nosso lado muitas vezes não dão a mínima atenção para ouvir sobre nossos sonhos, ideais e projetos. Hoje meu conselho é: não deixe que abortem os seus sonhos, sonhar é permitido ao homem, o realizar vem de Deus.

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A.V.M: Das mensagens que já divulgou há alguma especial que tenha tocado o coração de alguém que você ama e tenha a transformado de alguma forma?
C.F.B.: Uma mensagem específica não me recordo, tenho muitos testemunhos de vidas que foram transformados com o poder da oração e milagres que Deus realizou através das minhas orações e, principalmente, da minha fé, não que eu seja melhor que ninguém, e sim por eu acreditar, confiar, buscar e orar acreditando que nada é impossível para Deus, ele pode realizar tudo. Se Ele fizer Ele é Deus, se não fizer vai continuar sendo Deus.

A.V.M: Muitas pessoas usam parábolas ou experiências reais de outras pessoas para mudar a própria vida. Tem alguma história ou estória que tenha te motivado a fazer algo diferente?
C.F.B.: Quando eu era criança minha mãe era evangélica e com o tempo se afastou, meu pai não gostava de crentes. Eu cresci indo à igreja católica e tive influência de uma pessoa de um coração imenso, dono da maior empresa de peças técnicas de borracha no Espírito Santo, ele se chamava Érico Colodett, lia a Bíblia todos os dias, não era evangélico, se portava como se fosse e me mostrou que existia um Deus lindo que curava e fazia milagres. Fiz parte do grupo carismático católico da praia do canto em vitória Espírito Santo, fiz retiro na canção nova em São Paulo, conheci Padre Jonas, Padre Marcelo, Dunga e Padre Antônio Maria. Com eles aprendi muito, principalmente lendo livros do Padre Jonas e rezando o terço bizantino com o Padre Marcelo Rossi. Mudei-me para os EUA há 18 anos, e ao chegar aqui em Philadelphia, passei a frequentar uma igreja cristã evangélica, porque as pessoas que conheci aqui me convidaram, a primeira igreja que fui foi na Castor Avenue, Igreja Assembléia de Deus do Pastor Wellington, logo depois aceitei Jesus e passei a conhecer aquele que morreu em meu lugar.

A.V.M: Ler é também fonte de inspiração para escrever mais. Quem são seus autores favoritos?
C.F.B.: Gosto de ler, e gosto de vários escritores. Já li Marc Lucado, milagres de Joyce Mayer, Gary Chapman, “As cinco linguagens do Amor”. Uma coisa posso falar, que nem um livro que li me deu inspiração. Pois só há um livro que me inspira todos os dias, aquele que renova-se a cada dia, o único que fala de um Deus real, que vive e reina para sempre. Esse sim eu recomendo, a todos que quiserem ter uma vida nova, ter o seu nome escrito no livro da vida, e beber da fonte que pode saciar a nossa sede. Esse sim é o meu livro de cabeceira, minha inspiração, o único que em todos os momentos posso recorrer para falar com o pai celestial, a minha Bíblia Sagrada.

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A.V.M: Conte um pouco do seu dia a dia e da sua rotina como escritora?
C.F.B.: Eu tenho uma rotina bem corrida, dependendo de como vai ser levanto às 6h30 ou às 7h, nunca saio sem antes me por de joelhos para orar, pela manhã e à noite, falo com meus filhos por telefone e vou olhar minhas mensagens, ligo para falar com minha mãe, minha irmã e com algumas amigas, assim o dia passa e logo a noite vem e o amanhecer chega e começa tudo outra vez, cada dia um novo dia, que Deus nos concede, por isso é preciso ser grato a esse Deus maravilhoso, poder agradecer todas as manhãs por mais um dia, poder dizer obrigada Senhor por poder levantar, obrigada Senhor por mais uma chance de poder olhar lá fora e agradecer por tão grande Amor por mim.

A.V.M: Hoje vivemos em uma sociedade na qual a tecnologia permitiu nos aproximar de pessoas distantes, mas ao mesmo tempo também distancia as pessoas. Como você lida com os elogios e críticas recebidos através das mídias sociais e o que você pensa dessa nova forma de expressar sentimentos?
C.F.B.: Hoje vivemos em um mundo frio onde tudo é tecnologia, pessoas online o tempo todo, esquecendo-se de viver o melhor da vida, que são as pessoas reais, sem máscaras atrás de uma tela, que muitas vezes não dão a mínima para o que você posta em sua página, entram e dão um like ou um coração. Se você chegar a perguntar o que você postou nem vai saber. Hoje as pessoas, postam coisas que muitas vezes não são reais, ou amam por likes em tragédias, coisas que não fazem sentido postar. Sobre críticas, não me incomodam, pois ninguém é obrigado a gostar do outro, todos temos o livre arbítrio de falar sobre o que gosta ou não, muitas vezes críticas construtivas nos ensinam a melhorar, ou fazer as coisas melhores para não continuar errando. A vida não é feita só de acertos, precisamos aprender com as críticas, seguindo em frente sem olhar para trás. Não deixar de fazer o que gosta. Hoje as pessoas vivem como depressivos e trancafiado dentro de um quarto, conhecendo pessoas só online, esquece-se do mundo do lado de fora, onde há vida real e com um dia lindo de Sol ou mesmo escuro para chover. Existe um Deus que pode mudar nossa história. Cada vez mais a tecnologia toma lugar na nossa vida, precisamos aprender usá-la com sabedoria, principalmente quando estamos em família e com os amigos reais. Desligar-nos um pouco da Internet e conversar mais, contar histórias e rir de coisas engraçadas. Hoje ninguém corre na chuva, anda descalço, joga bola de gude, brinca de roda, de pique esconde, tira manga nos pés e nada melhor que tomar banho de rio, essa vida que a tecnologia destruiu dessa nova geração de cabeças vazias. Vamos aprender a usar com sabedoria e limites.

A.V.M: A leitura nos leva a explorar mundos desconhecidos. Qual leitura marcou sua adolescência e qual te marcou recentemente?
C.F.B.: Na minha adolescência jamais vou esquecer o Pequeno Príncipe, A Bela Adormecida, Chapeuzinho Vermelho. Gosto até hoje de assistir desenhos, meu filho Hives e a esposa dele Débora falam que conheço e vejo mais desenhos que meus netos Hadriel e Aaron e minha princesa Daniele. Recentemente iniciei a leitura, e ainda estou lendo, “As cinco linguagem do Amor”, esse livro eu recomendo para casais que vivem tentando mudar o outro, o autor Gary Chapman nos ensina a conhecer o outro, para que possamos parar de fazer tantas cobranças e julgamentos, que muitas vezes levam até a separação. Somos diferentes, pensamos diferente, a vida a dois é um aprendizado de cada dia, é entender que não podemos mudar ninguém, só Deus é capaz de mudar alguém. A cada dia aprendo uma nova lição: mudar a mim mesmo, para que o outro veja em mim a mudança. Foi preciso decidir fazer uma viagem sendo minha própria amiga, então fui passar uma semana em Toronto no Canadá, para refletir e aprender a não ficar querendo que as pessoas fossem diferentes. Aprendi que se não conseguirmos ver nossas falhas e nos amar antes de amar o outro, ninguém pode nos suportar. Deus nos ama assim primeiro, antes mesmo de nascer, e nos dá o direito de escolhê-lo como o Senhor da nossa vida. O seu amor sem limites por nós fez com que um inocente pagasse um alto preço, sendo humilhado, ferido e arrastado pelas ruas com seu corpo dilacerado, foi levado ao calvário onde foi crucificado em meu lugar e no seu. Esse é um amor sem limites.

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