Jair Oliveira e Tania Khalill destaque

Jair Oliveira e Tania Khalill: Sucesso Duplo

Jair Oliveira e Tania Khalill dão cara a capa dessa edição da Alô Você Magazine e contam tudo sobre projetos solos e em dupla. Estamos aqui caminhando, trazendo nossa latinidade para esse país tão gigante em termos artísticos e culturais

texto: Carol Contri
fotos: Caroline Biazotto

Você, com certeza, já ouviu falar desse casal que é sucesso por onde passa. Jair Oliveira e Tania Khalill têm projetos incríveis em andamento, indicações a prêmios e muita história para compartilhar. Nesse bate-papo eles falam sobre a mudança para Nova Iorque, o projeto “Grandes Pequeninos”, entre tantos outros trabalhos que estamos amando acompanhar.

Alô Você Magazine: Conta pra gente, como foi a decisão e o processo de morar em Nova Iorque?
Tania Khalill: Vir morar em Nova Iorque foi um planejamento longo, desde o dia em que conheci o Jair, o sonho dele era vir morar aqui, fazer uma experiência em família. Primeiro éramos nos dois, depois o projeto foi se estendendo. Mas, para mim, foi sempre um projeto muito distante de se tornar real, e eu não tinha interesse de morar fora, ai a gente vinha e ficava dois meses, um mês e voltava. Mas, de repente, surgiu uma vontade de fazer uma experiência em família, de estudar fora, de reforçar os laços, viver uma experiência onde as crianças pudessem ter mais liberdade, experimentar novas coisas, de ser mais “Grandes Pequeninos”.

Jair Oliveira e Tania Khalill (2)

A.V.M.: Como surgiu o projeto “Grandes Pequeninos”?
T.K.: Ele surgiu como uma ferramenta para nos ajudar no dia a dia com as nossas filhas. O primeiro foi feito logo no nascimento da Isabela, nas questões diárias que pais de primeira viagem enfrentam e encontram naquele amor absoluto e num desconhecimento tamanho. E foi assim que surgiu o projeto, com a música sobre amamentação, do banho, do carro. E depois o “Grandes Pequeninos 2” sobre a imaginação, sonhos, a compaixão. São temas sempre baseados em assuntos que gostaríamos de transmitir para os nossos filhos de maneira divertida e não doutrinadora. E a música entra nesse lugar, ela tem esse papel de passar as mensagens de uma maneira suave e feliz, onde a criança absorve sem que os pais tenham que falar muitas e muitas vezes. É um projeto do nosso coração, que foi premiado desde o seu primeiro disco, com indicação ao Grammy Latino, com o segundo disco nós rodamos o país com nosso show, tivemos um programa na Discovery Brasil, milhões de visualizações no YouTube. O terceiro disco está a coisa mais sensacional, no sentido transformador, e energético e de mensagem para as próximas gerações e para nós mesmos como adultos, em repensar o interno, reavaliar o nosso amor próprio.

A.V.M.: O projeto foi mudando com o passar do tempo?
T.K.: Sim, porque as crianças cresceram e as nossas questões e observações como pais mudou, e o mundo muda, então a gente está em constante transformação, assim como o projeto também.

A.V.M.: Ele ultrapassou as expectativas que vocês tinham?
T.K.: Sim, expectativas não só de sucesso, de retorno e audiência, mas de mensagem, cada dia mais ele está afinado com o mundo que a gente acredita ser um mundo saudável, onde há amor, compaixão e aceitação.

A.V.M.: Fale um pouco sobre a série da HBO em que você foi uma das atrizes!
T.K.: Eu gravei a Mrs. Fletcher, essa série maravilhosa da HBO ao lado da atriz Kathryn Hahn e foi uma oportunidade incrível, porque a gente se propõe a fazer teste onde ninguém te conhece e onde somos aceitos. Realmente foi um presente. Mas estamos aqui caminhando, trazendo nossa latinidade para esse país tão gigante em termos artísticos e culturais.

Jair Oliveira e Tania Khalill (1)

A.V.M.: Como vocês fazem para se reinventar sempre?
T.K.: A gente só se reinventa quando sai da mesmice, e esse é o foco principal da nossa vinda a Nova Iorque, para se desafiar, ter coragem, se reinventar, sair de um lugar confortável para ir a um lugar desconhecido.

A.V.M.: Jair, você lançou um disco no nos estados unidos “Selfie”, como foi a construção desse álbum?
Jair Oliveira: A gravação foi nos Estados Unidos e aí eu lancei nas plataformas digitais. Gravei praticamente ele todo em Nova Iorque, algumas coisas também gravei em São Paulo no estúdio da S de Samba, que é a minha produtora.

A.V.M.: Esse disco marca um novo momento na sua carreira?
J.O.: Acho que todo o disco na carreira de todos os artistas representa uma fase. Esse disco tem muito dessa minha fase de estar aqui em Nova Iorque com as meninas agora. Quando você passa dos quarenta anos, às vezes até antes disso, você começa a entrar numa jornada de respostas, de um levantamento do que você fez e faz da a sua vida até então, e é bastante especial essa procura. Eu e Tania estamos nos dedicando muito a meditação, a terapia e a autodescoberta, até porque nossas filhas já estão com doze e oito anos de idade, então nós também vamos procurando essas respostas não só por nós mesmos, mas também pra elas. E o disco também traz parte dessa procura. É um disco que é chamado “Selfie” não por conta da fotografia tão disseminada nas redes sociais, na verdade chama-se “Selfie”, porque o disco mostra a procura dessa iluminação, dessa lanterna que você joga pra dentro de você, onde você tenta achar respostas e encontrar coisas novas. O disco tem uma influência muito grande da fotografia do cinema, que são linguagens que eu gosto muito também. É um disco que fala muito sobre isso, tem várias canções que falam sobre essa intimidade. Todas elas têm alguma relação com isso, com essa minha busca, é um disco que realmente fala de um momento especial pra mim. Com a maior alegria recebia a notícia há um tempo que ele foi indicado ao Prêmio Latino na categoria de melhor álbum pop contemporâneo em língua portuguesa e isso acabou me trazendo ainda mais satisfação de ver que esse disco que eu fiz de uma maneira tão pessoal em todos os sentidos, não só pelo tema, mas também por ter feito ele completamente independente com a coprodução do Rogério Leão aqui em Nova Iorque foi indicado ao prêmio.

A.V.M.: Onde o disco gravado?
J.O.: Gravamos em um estúdio em Nova Iorque chamado Flex, com muitos amigos, muitos músicos queridos e talentosos. E aí o disco é agraciado com essa indicação, minha segunda indicação como artista. Minha primeira foi 2010 com o disco dos Grandes Pequeninos, então eu fico muito feliz de ter esse reconhecimento também na minha carreira.

A.V.M.: Ser uma criança famosa transformou a sua forma de viver ou influenciou na pessoa que você é hoje?
J.O.: Eu não sei se esse termo famoso me transformou tanto assim. Acho que ser uma figura pública desde criança acaba por transformar a sua vida e tudo, mas eu nunca botei o peso das coisas em cima da fama. Acho que como eu cresci num ambiente onde já tinha um músico muito bem sucedido, afinal quando eu nasci, em 1975, meu pai, Jair Rodrigues, já tinha em pelo menos 11 anos de sucesso, de carreira tinha muito mais. Na nossa família a gente sempre priorizou o ofício e não a consequência desse ofício, porque hoje em dia é muito comum ver pessoas que priorizam a consequência do que fazem. E como sempre acompanhava meu pai, sempre vi que ele priorizava música, como ele lidava de forma muito natural, e eu também acabei pegando e valorizando muito disso pra mim. Na verdade, sempre gostei e sempre tive essa certeza de que trabalhar com música, com business, também me trazia uma satisfação incrível como me traz até hoje. Eu continuo fazendo, porque ainda tenho satisfação, a música tem uma influência gigantesca na definição do meu caráter, da minha pessoa, enfim a música me deu esse presente, de sempre poder enxergar a vida com beleza e suavidade.

Jair Oliveira e Tania Khalill (3)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>