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Fernandinho Siqueira: Música e Louvor

Mineiro, natural de Coronel Fabriciano, município brasileiro localizado no interior do estado de Minas Gerais, Fernandinho Siqueira, é famoso também na Philadelphia e sabe como tocar fundo no coração das pessoas através das suas músicas, que falam sobre fé, amor e esperança. Seu encontro com a música foi sempre tão especial que sua missão é poder transmitir suas mensagens a cada vez mais pessoas. Conversamos com ele para saber mais sobre seu início de carreia e inspirações. Confira a entrevista exclusiva!

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ALÔ VOCÊ MAGAZINE: Conta um pouco da sua história, quando e como sua relação com a música gospel começou?
Fernandinho Siqueira: Minha relação com a música começou em 1979, quando pela primeira vez entrei numa igreja evangélica, a Assembleia de Deus da minha cidade, Coronel Fabriciano em Minhas Gerais. Lá assisti a banda Orquestral Harmonia de Jesus Cristo e na época me despertou todo o interesse em ser um integrante. No ano seguinte consegui fazer parte da banda e tive o privilégio de gravar um disco de vinil e pude conhecer a grande cidade de São Paulo. Fui crescendo, me tornei baterista oficial da igreja e acabei sendo convidado para tocar num repertório de última hora com uma das mais famosas bandas daquele tempo, a Rebanhão. Ali tive total certeza de que estava no caminho certo e minha relação com a música tinha tudo para prosseguir.

AVM: Você aprendeu tudo que sabe sobre música sozinho?
F.S.: Aprendi com maestro Toninho Goes, que me deu todo apoio e me valorizou com minha capacidade. Como ele mesmo dizia: “Você aprende fácil porque está decidido a ser respeitado assim como eu sou”.

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AVM: Como foi seu processo de desenvolvimento como cantor?
F.S.: Como cantor comecei com a ajuda do meu amigo Nilberto, que por sinal é um grande músico e conhecido na sua função de tocar saxofone. Foi ele, que me disse que a minha voz era super legal e me pediu para tocar bateria e cantar dando suporte para ele. O tempo passou e comecei a cantar no louvor e em todas os lugares e igrejas as pessoas queriam me ver cantando, elogiavam a minha voz, foi assim que tomei esse novo rumo na música.

AVM: Imaginou que se tornaria um sucesso?
F.S.: Na verdade, imaginei sempre estar entre as pessoas de outros lugares fora da minha cidade e que pudesse dizer o meu nome mesmo eu não as conhecendo e graças a Deus, por sua infinita misericórdia, tem acontecido. Após 35 anos é maravilhoso ver a forma como tudo está fluindo, como tenho atingido minhas perspectivas, que já estão além do que sempre havia sonhado. A cada dia e a cada apresentação e adoração vejo que tudo o que passei está valendo a pena.

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AVM: Dentre todas as missões de um cantor gospel, qual é a que mais te representa e por quê?
F.S.: A missão de um cantor gospel é ser realmente quem eu sou. Por exemplo, o cantor Anderson Freire, que após uma apresentação em um evento promovido pelo Futebol Gospel na Philadelphia, me fez gostar ainda mais por um simples gesto da sua parte. Ao invés de ficar no camarim, ele ficou sentado no meio da plateia. Ele pulou, aplaudiu e me deu todo apoio quando eu estava com minha banda cantando. Essa cena me deixou extremamente feliz. Isso sim é a verdadeira missão de um cantor gospel. Humildade e respeito!

AVM: De todas as músicas que já gravou, qual a mais te tocou?
F.S.: Dentre as músicas que eu gravei a que mais me tocou foi a música Fé. Fé me fez acreditar no impossível, me fez entender como superar palavras mal faladas e ver o milagre acontecer quando amigos te deixam de lado no momento que você mais precisa deles, superação, força e muitas outras coisas vieram por meio da minha fé. Essa música me toca todas as vezes que a interpreto.

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AVM: Qual a principal mensagem que você busca passar através das suas canções?
F.S.: A principal mensagem que posso passar para todos os ouvintes é a do despertar. Outra mensagem é da alegria, que é meu carro-chefe e que interage desde as crianças até os mais velhos.

AVM: Qual processo de criação de suas músicas?
F.S.: Diversidade, focada em ritmos. Um deles é minha origem, que é o sertanejo universitário. Inspirações assim combinam com meu estilo baseado em interpretação, assim se divide entre sentimentos e a roupagem da canção que dirá o que foi escrito.

AVM: Quais suas influências musicais?
F.S.: Minha influência musical sempre foi a sanfona e o ritmo do sertão, mas me diversifico no pop, reggae e num belo som de uma guitarra.

textos por Carol Contri | fotos por Lucas Queiroz

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