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CAPA: Quanto Vale seu Dinheiro?

FREDERICO MARTINS E SUA ESPOSA CAMILLE, DÃO AS RESPOSTAS PARA QUEM QUER SE EDUCAR FINANCEIRAMENTE

As pessoas dão importância a tanta coisa material, mas não cuidam do seu maior patrimônio. Muitas vezes não acreditam em seguro de vida e proteção familiar.

Quais perguntas você tem se feito quando o tema é criar riqueza nos Estados Unidos? E quantas oportunidades e desafios você vê à sua frente, mas não sabe o que e como fazer para que seu dinheiro renda e tenha muito mais valor, afinal de contas: quanto vale seu dinheiro?

Falar sobre educação financeira é importante e mais importante ainda é contar com especialistas que possam nos mostrar o caminho que possa, de fato, desenvolver e nos trazer experiências de aprendizagem que promovam a transformação de indivíduos no campo financeiro.

Nascido em Belo Horizonte, MG, Frederico Martins, chegou aos Estados Unidos em 1993, é especialista em educação financeira e está à frente de uma agência que tem como principal objetivo auxiliar outras pessoas a organizarem suas finanças. Afinal, como ele mesmo diz: educação financeira é um divisor de água na vida das pessoas e dita as regras do jogo financeiro nos Estados Unidos.

Colunista nas edições da Alô Você Magazine, Fred trabalha ao lado da sua esposa Camille, que também estampa a capa dessa edição, é Presidente e Co-fundador da ONG Volunteers Emergency Relief (VER) e tem formação na Academia de Cidadãos do FBI. E não para por aí, o currículo de Fred faz jus ao sucesso que ele faz em ajudar e guiar os passos de quem o procura para organizar as finanças. O especialista é consultor Financeiro Licenciado, Vice-Presidente Nacional da Five Rings Financial, empresa que tem headquarters em Denver, Colorado.

Com mais de 25 anos de experiência no mercado corporativo norte-americano, ele abriu o jogo em um bate-papo exclusivo e falou tudo que você precisa saber sobre fazer valer o seu dinheiro, mas com um grande alerta: às vezes pode ser tarde demais. Então, aproveite a entrevista a seguir e crie uma nova relação com seu dinheiro.

Alô Você Magazine.: Fred, como começou sua história com o mercado de educação financeira?
Frederico Martins: Geralmente o primeiro lugar que aprendemos sobre dinheiro é dentro de casa, então posso dizer que não cresci em um lar rico, mas tive muita sorte de ter uma mãe (Marta Martins) que era empreendedora e que me ensinou desde cedo que eu nunca poderia gastar mais do que eu ganhava e que era para eu sempre guardar um pouco para o futuro. Este foi o começo, agora já adulto, antes de tirar minha licença de consultor financeiro e montar minha agência, eu fui Vice-Presidente da empresa Cellular Concepts no estado da Pensilvânia, Presidente da Zezoo Fulfillment Solutions na Flórida e Diretor Financeiro da Blue Macaw Group no Brasil. Foram 25 anos à frente destas empresas, onde tive a oportunidade de estudar e aprender muito sobre finanças.

Em 2017, depois de vender uma empresa no Brasil e outra aqui nos Estados Unidos, tirei 2 anos sabáticos e aproveitei para estudar várias oportunidades de negócios. Foi quando fui convidado por um grande amigo, Gustavo Couto, a conhecer o modelo de negócio de uma empresa norte-americana com a qual ele tinha feito sociedade e estava fazendo um trabalho fantástico de educação financeira com nossa comunidade brasileira no sul da Flórida. Estudei a indústria, a empresa, seus produtos, processos e as pessoas que estão à frente da mesma. Me apaixonei pela visão da empresa que tem tudo a ver com o meu propósito de vida.

A.V.M.: E você, Camille, hoje vocês trabalham juntos, certo. Como foi a sua relação com educação financeira até chegar aqui?
Camille: Eu e o Fred trabalhamos juntos desde que nos conhecemos em 1997. Tivemos várias empresas e sempre fui a pessoa responsável pela parte contábil delas. Mas isso é bem diferente do que entender de finanças. Ao criarmos nossa agência financeira, é que eu realmente passei a me interessar e gostar da parte educacional, onde tenho a oportunidade de ajudar as pessoas a planejar seus futuros.

A.V.M.: Vocês acreditam na educação financeira como um grande divisor de águas na vida das pessoas? Por que?
C.M.: Com certeza, 80% dos divórcios estão relacionados as finanças. Muitas vezes nem é questão de falta do dinheiro, mas criação diferente de cada um. Através da educação, além de conhecer de finanças, você irá ter a oportunidade de se conhecer melhor e também ao seu cônjuge. Isso com toda certeza irá fazer você ter um relacionamento melhor.

F.M.: A expectativa de vida para uma pessoa que passa a vida toda com problemas financeiros é de 10 anos a menos do que uma pessoa que tem suas finanças organizadas, para mim isso já diz tudo.

A.V.M.: Muito se fala sobre educação financeira, mas qual seria o momento ideal para se tomar consciência disso? Por exemplo, ensinar as crianças?
F.M.: Quanto mais cedo melhor. E quando digo cedo, é desde quando as crianças já começam a entender sobre ganhar presentes e fazerem pirraça para comprarem o que querem. As escolas cometem um grande erro que é não ensinar as crianças três coisas fundamentais:

1. Educação financeira
2. Inteligência emocional
3. Fazer negócios

Se as escolas colocassem foco nestes 3 fundamentos, não teríamos hoje tantas pessoas endividadas. Hoje nos Estados Unidos, 32% da população não tem uma reserva financeira de $400.00; isso é alarmante. Existem muitos adultos que ainda agem como crianças e gastam o que não tem, por falta de controle emocional e por não saberem dizer não para eles mesmos.

A.V.M.: Muitas pessoas pensam em educação financeira como algo difícil de se praticar, quais dicas básicas vocês dariam para introduzir isso na rotina?
F.M.: Quando as pessoas decidem que irão começar a trabalhar a questão financeira, geralmente buscam fazer coisas muito radicais e acabam se perdendo no processo. Eu gosto muito de dizer para meus clientes que criar novos hábitos realmente não é fácil, então eu sugiro que eles mantenham o hábito que eles já conhecem e são expert, que é criar novas contas para pagar. Só que desta vez, será uma conta paga para eles mesmos.

A.V.M.: Agora falando como profissionais que auxiliam outras pessoas, quais maiores desafios encontram ao lidar com a finança dos outros?
F.M.: Ninguém muda ninguém, então o maior desafio é fazer com que as pessoas se conscientizem da importância da educação financeira e a partir daí, elas queiram mudar. A maior surpresa dos meus clientes é quando eu trabalho a questão comportamental. Eles acham que iremos falar somente de números e o meu maior foco está nos comportamentos que vem desde a infância. Como o dinheiro era tratado dentro de casa? Digo sempre que o meu trabalho é levar o camelo até a beira da água, mas a decisão de tomar ou não, sempre será do camelo. Felizmente muitos têm tomado esta decisão e tem mudado não somente seus futuros, mas também das próximas gerações.
C.M: Fazer com que as pessoas entendam o quão importante é elas cuidarem de si mesmas e da sua família. As pessoas dão importância a tanta coisa material, mas não cuidam do seu maior patrimônio. Elas têm seguro de carro, casa, geladeira, sofá, telefone celular, mas muitas vezes não acreditam em seguro de vida e proteção familiar. Aquelas pessoas que não sabem o quão barato é ter essas proteções e não foram educadas através dos novos eventos de educação financeira e atendimentos, eu até entendo, mas aquelas que passaram por todo o processo e decidem não fazer a proteção, que em vários casos custa somente $50.00 ou $75.00 dólares, eu não compreendo. O que mais mexe comigo é quando recebemos informações de clientes que tivemos a oportunidade de oferecer as proteções, não o fizeram, e depois foram acometidos de alguma doença grave ou faleceram. Somente neste ano de 2021, tivemos cinco casos onde os clientes disseram não ser o momento correto e adiaram a decisão. Dois óbitos de maridos que deixaram as esposas e filhos sem renda e com dívidas, dois casos de ataque do coração e um câncer. Isso somente com pessoas que eu e Fred atendemos; fora as dezenas de outros casos que nossos agentes mensalmente reportam.

A.V.M.: E quais são seus maiores objetivos atuando como consultores de educação financeira?
F.M.: Educar o maior número de pessoas possíveis em nossa comunidade brasileira. O número exato de brasileiros nos Estados Unidos é sempre um mistério, mas dizem que hoje temos cerca de 1.5 a 2 milhões de brasileiros vivendo aqui nos EUA. Se pegarmos como base que até hoje, todos nossos agentes já devem ter atendido no máximo 5 mil famílias, será impossível chegarmos a este objetivo sem um exército de consultores financeiros. Hoje 80% do nosso foco está na capacitação de novos consultores. Ajudamos em todo o processo, desde tirar a licença do estado até estar fazendo seus atendimentos com as famílias.

A.V.M.: Uma pessoa que ainda não tem o social security e não está legalizado, pode fazer estes planejamentos financeiros, seguros de vida ou até mesmo um plano de previdência privada nos Estados Unidos?
F.M.: Sim, pode. Existem empresas centenárias que aceitam o imigrante que ainda não se legalizou. Eles têm o mesmo direito do que os cidadãos americanos, porque não estamos falando de planos do governo e sim planos do setor privado. O nome já diz tudo, Previdência Privada.

A.V.M.: Fred, você tem formação na Academia de Cidadãos do FBI, uma das coisas que você fala com muito orgulho. De onde partiu este convite e o que exatamente significa essa formação?
F.M.: O convite veio do special agent in charge (SAC) do FBI na Flórida, George Piro. Conheci o George há uns 6 anos atrás, através do Wilson Gouveia, um grande amigo meu que também faz parte do time de elite da SWAT de Hollywood e do FBI.

A academia do cidadão do FBI, é um curso de 9 semanas onde representantes de várias comunidades são convidados a participarem de um treinamento intensivo onde aprendemos sobre fraudes no setor publico, lavagem de dinheiro, esquemas de pirâmides, tráfico de humanos e drogas, escravidão de pessoas, rapto de crianças, terrorismo, crimes internacionais, dentro várias outras coisas.
Ao final das 9 semanas, todos graduados que finalizam o curso e cumprem o que eles propõem, recebem o título de Embaixadores do FBI perante suas comunidades. O objetivo do FBI é que sejamos o ponto de comunicação entre a entidade e as pessoas, principalmente as que ainda não são legais nos EUA. Quando jovem, eu sonhava em ser da SWAT, do FBI ou da CIA e isso aos meus olhos já era impossível. Mas como diz a palavra de Deus: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou o coração humano, o que Deus tem preparado para aqueles que O amam. 1 Coríntios 2.9. Ele reservou este presente para mim e hoje carrego com orgulho o título de Embaixador do FBI.

A.V.M.:Os trabalhos sociais fazem parte da educação financeira.
F.M.: Já ouviu a frase que tem gente que é tão pobre mas tão pobre que a única coisa que tem é dinheiro? Eu realmente creio que você até pode ter todo dinheiro do mundo, mas se você não colocar este dinheiro para rodar e servir aos menos favorecidos, você será um milionário miserável. Da mesma forma que você deve ganhar dinheiro, economizar dinheiro e depois pagar as contas, quer prosperar financeiramente de verdade? Comece a doar. Aprendi com minha mãe que não importa o quão pouco nós temos, sempre poderemos dividir com o outro. Escutei isso na pior fase de nossas vidas, depois da morte do meu pai, quando nem tínhamos o que comer. Mas ela sempre nos ensinou a dividir o que tínhamos e ela estava certa. Quer sentir o coração cheio de prosperidade? Doe, nem que seja o seu tempo, afinal, compaixão sem ação, é desperdício de emoção. Em 2017 realizei um outro sonho e fundei a ONG Volunteers Emergency Relief (VER), que você pode conhecer mais visitando nosso site www.verelief.org. Hoje sou o Presidente e um dos Co-Fundadores.

É dando que se recebe!

Foto: Lucas Queiroz (Click Studio) | Cabelo: Erick Lucas Salon | Makeup: Marcela Venturim

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